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domingo, 11 de janeiro de 2015

Lua em Balança - NÓS = EU + TU ?






A lua está em Balança e é Vénus que entra em cena para harmonizar e equilibrar o nosso relacionamento com os outros e por isso mesmo o relacionamento que temos , ou não, connosco .
Balança é arte do encontro com aquele que nos devolve a imagem do ser com qualidades por integrar.
Nem sempre a imagem reflectida é aquela que gostaríamos que fosse, mas é aquela que necessitamos para preencher lacunas a que esse outro nos vai direccionar.
É no sétimo signo do Zodíaco que a mudança da consciência apenas individual acontece e a ponte para o mundo com outros semelhantes é estendida.
A Balança não sabe muitas vezes afirmar a sua identidade, não sabe o que quer , por onde ir e o que fazer mas sabe , como nenhum outro, quem TU és e o que precisas de fazer para alcançar o caminho da tua vontade.
Esse jogo de contrastes promove por um lado uma fusão da sua identidade com o outro lado do espelho e por outro uma incapacidade de se dissociar do que é ou não parte da sua individualidade.
Carneiro , o seu polar oposto, ensina-lhe que não existe o outro sem o EU, que não existe a harmonia, o equilíbrio , a beleza e a parceria sem afirmação de Marte, sem a chama de uma relação completa com aquilo que honestamente somos.


É um bom dia para nos questionarmos que aprendizagens temos permitido absorver do nosso relacionamento com aqueles que nos rodeiam ?
Que aspectos nas facetas mais sombrias desses mesmos relacionamentos não são mais do que facetas nossas a pedirem um resgate e cuidado interno ?

Que jogos de espelhos tens andado atrair sem nunca te atreveres a olhar para o reflexo ?

EU+TU = NÓS - Projecção + AUTENTICIDADE = DOIS

( que sabem ser a soma de uma Unidade completa.)













Sarah Moustafa

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Quando o espelho parte - Trânsitos de Saturno na Casa 7




O sol em escorpião juntou-se a Saturno nos últimos dias, e ambos dançam ali pela casa 7.
Propuseram trazer bloqueios, obstáculos completamente ( in) esperados nos relacionamentos.
Propostas essas lançadas há cerca de dois anos para cá e agora, intensificando-se, prontas para a colheita.
Do que foi ou mais provável , o que não foi, feito e apreendido nas lições imensas que todas as relações que atraímos até nós nos trazem.
Até onde a dificuldade de entrega e intimidade não é mais que um problema de identidade ?
Até onde vamos para esconder os esqueletos no armário?
A obsessão de um desejo ?
A compulsão de uma vontade?
Quando foi que deixamos de ser honestos com o tamanho da nossa verdadeira profundidade?
De repente deixa-se de poder brincar aos espelhos, algo que a casa da Balança vibra a fazer, e passa-se a olhar cruamente para a projecção de nós mesmos nos outros.
Existe o bloqueio até integrarmos essa visão menos cor de rosa da pessoa que está é apontar mais para uma falta nossa do que outra coisa.
Estamos ainda dentro da estação de Escorpião, a estação do deixa-te de m***** e assume o que és ou não és tanto assim.
Dá me a verdade do que dói.
A estação onde só aqueles que ganham a coragem para se despirem na integra a frente dos outros, que nada nada são do que extensões de si, vivem.
Sim porque  sobreviver apenas não é e será nunca, opção para quem se alimenta do condão visceral nas profundidades fixas desta energia.
Aqui dá se o mítico beijo onde o veneno é a única cura.
Este trânsito particular vive naquilo que permite morrer.
Naquilo que deixa que parta sem saber se volta.
Sem saber se transforma ou acaba de vez.
Confiando.

Coisa pouca .

O ciclone está a varrer o outro mas esse ciclone és tu.

Get it?








                                                           Sarah Moustafa